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Os nemátodes são animais geralmente cilíndricos e alongados e compreendem muitas espécies.
O seu tamanho é variável, tendo o menor comprimento de 80µm, enquanto o maior Placentonema gigantissima, possui 8m de envergadura e cerca de 2,5 cm de diâmetro e vive num cachalote.
Parasitam o homem, os animais domésticos e selvagens, os peixes quer de água doce quer salgada, as plantas, algas, fungos e até outros nemátodes. No entanto, os que infectam os animais e os seres humanos podem ter mais de 5 cm de comprimento e são facilmente visíveis a olho nu, enquanto que os nemátodes livres, os que se alimentam de microrganismos e os fitófagos (os que se alimentam de plantas) têm geralmente um tamanho reduzido, que varia entre os 0,5 e os 2 mm aproximadamente.
Por curiosidade, é de referir que de entre os nemátodes parasitas do homem, a lombriga intestinal (Ascaris lumbricoides), é o mais conhecido e foi há 5000 anos atrás reconhecido na China, como parasita do ser humano, mas continua ainda hoje em dia, a causar sérios problemas. A sua capacidade reprodutiva é tal, que cada fêmea liberta 200 000 ovos ou mais por dia, o que durante toda a sua vida equivaleria a 1700 vezes a sua massa corporal. Estes ovos são minúsculos e podem resistir a condições desfavoráveis em estado de dormência, até 5 anos. Os nemátodes são essencialmente aquáticos, mas encontramo-los em todos os ambientes. Assim, podem ser vistos numa diversidade enorme de habitats: desde as regiões polares ao equador, dos oceanos aos rios, lagos e charcos de água doce e também em todos os tipos de solos, desde o antárctico aos trópicos.
Das espécies identificadas, cerca de 50% são nemátodes marinhos, 15% parasitam animais, 25% vivem livremente, e somente 10% é que são parasitas de plantas.
Os nemátodes fitófagos podem parasitar todas as partes das plantas, ou seja, as raízes, os caules, as folhas, as flores e os frutos.
Para cima de 3 biliões de nemátodes podem ser encontrados em menos de meio hectare.
A maior parte das espécies aparecem acima dos 30 cm de solo, mas há espécies que podem ser encontradas para lá do 1m de profundidade.
Em menos de meio quilo de terra proveniente de um campo fértil e cultivado podemos encontrar 10 a 20 espécies, de diferentes géneros.
Os danos nas culturas causadas pelos nemátodes, são frequentemente atribuídos a outros factores, já que os sintomas nas plantas provocados pelo parasitismo dos nemátodes, podem ser facilmente confundidos com outras causas (consultar: ficha técnica nº 7 - "Os Sintomas dos Nemátodes"). Por esta razão, pelo facto de os nemátodes terem um tamanho reduzido e não serem visíveis a olho nu, e porque são facilmente confundidos com o solo ou com o tecido das plantas é fundamental que se faça a colheita de amostras para posterior exame nematológico (consultar o "Manual de Colheita de Amostras", bem como a "Ficha de Registo de Amostras" do Sector de Nematologia).
Frequentemente, os danos causados pelos nemátodes são subestimados e só são considerados como factor limitante do crescimento das culturas, depois de despistados todos os outros agentes patogénicos.
No solo, e pelos seus próprios meios, movem-se vagarosamente. Alguns centímetros a um metro por estação. A sua dispersão local, faz-se principalmente por agentes que movam as partículas de solo que contenham os nemátodes, como o equipamento agrícola, o homem e a água. A grandes distâncias, faz-se pelas plantas infectadas, pelo solo ou misturas, e pelos equipamentos e produtos agrícolas.
Os hábitos alimentares destes parasitas são bastante diversificados, e mesmo as formas juvenis, os machos e as fêmeas da mesma espécie, podem diferir nos seus hábitos. Assim, classificam-se como ectoparasitas, se não entram nos tecidos das raízes, alimentando-se apenas nas células junto à sua superfície; endoparasitas, se entram no hospedeiro e se alimentam no seu interior; semiendoparasitas, alimentam-se com a cabeça e a parte anterior do corpo dentro do hospedeiro. Em todos os casos há espécies que podem ser migradoras, ou seja, alimentam-se nas plantas sem se fixarem, ou sedentárias, se uma vez dentro do hospedeiro não se mexem mais. Os nemátodes que parasitam as plantas, para se alimentarem dispõem na cavidade bucal de um estilete oco, que é normalmente longo e delgado. Assim, logo que no hospedeiro o nemátode localize o ponto ideal para se alimentar, o estilete é introduzido para dentro da célula da planta, geralmente ejectando enzimas para parcialmente digerir o conteúdo celular.
 
 
  • Aspecto geral de uma espécie de nemátode adulto.
  • Estádio juvenil de nemátode
  • Processo de identificação de nemátodes
   

 

 

 


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